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domingo, 12 de outubro de 2014

MUDANÇA DE HÁBITO

Não. O post não é sobre aquele filme engraçadíssimo com Whoopi Goldberg, o assunto aqui é bem sério!

Eu sempre usei maquiagem, nada muito exagerado, sempre de forma muito básica. Mas, de uns tempos pra cá, tenho usado mais produtos. Foi então que decidi pesquisar mais a fundo sobre makes e cosméticos em geral e descobri (aliás, confirmei) a quantidade de substância nocivas presentes nesses produtos.

Eu sei que falando assim parece clichê, pois tudo mundo sabe que os cosméticos, e não só eles, têm muitos componentes nocivos para a saúde, mas ocorre que a questão é muito mais séria do que imaginava.
Ainda que pensemos que esses produtos são certificados pela Anvisa, e portanto, totalmente seguros, não é bem essa a realidade.

Infelizmente, no Brasil, a fiscalização e restrição ao uso de produtos nocivos, de um modo geral, deixa muito a desejar, já que muitas substâncias nocivas à saúde têm seu uso permitido e são usados em grande escala na produção de cosméticos e até mesmo de alimentos. Além disso, muitos produtos dúbios, cujos efeitos não se sabe ao certo são permitidos.

Para se ter uma ideia em termos de alimentação, um dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) sobre agrotóxicos, revelou que diversos produtos químicos reconhecidos cientificamente como danosos a saúde, proibidos em outros países, circulam no Brasil. Salienta ainda, que dos 50 agrotóxicos mais usados no Brasil, 22 são proibidos na União Europeia. (Fonte: Dossie_Abrasco_02, disponível em: http://greco.ppgi.ufrj.br//)

A situação em relação aos cosméticos não é diferente. No Brasil é permitido o uso de substâncias como a hidroquinona (seu uso foi proibido na Europa desde 2001) e o BHT (seu uso foi restrito em vários países). Aliás, o BHT, é utilizado até mesmo em alimentos aqui. O Japão já o proíbe há mais de 50 anos.

Isso demonstra a fragilidade da fiscalização e restrição de produtos nocivos à saúde no Brasil.

E mesmo que se fale que é permitida apenas uma quantidade mínima, tolerável de componentes tóxicos, é preciso lembrar que quase todos os produtos que consumimos possuem essas químicas nocivas e que utilizamos esses produtos todos os dias.

Enfim, diante disso, na medida do que for possível, pretendo mudar meus hábitos quanto aos cosméticos, pelo menos em relação àqueles que uso com mais frequência e que, a meu ver, são mais nocivos.

Na busca de produtos menos tóxicos, conheci o Environmental Working Group (EWG). O EWG se define como um grupo de interesse público nacional dedicado a usar a informação para proteger a saúde pública e o meio ambiente. 

           Em 2004 o EWG lançou o Skin Deep (EWG’s Skin Deep), uma plataforma que lista diversos produtos e ingredientes, classificando-os e indicando sua toxicidade. Seu objetivo é criar perfis de segurança online para cosméticos e produtos de cuidados pessoais. Ele permite inclusive que se construa seu próprio relatório com base nos ingredientes que o produto contém. 

           Para cada produto ou ingrediente o EWG’s Skin Deep atribui uma nota de 0 a 10, e quanto maior a nota, maior é a toxidade. O EWG’s Skin Deep pode ser acessado aqui: http://www.ewg.org/skindeep/

Para finalizar, vou deixar um vídeo no final do post chamado “The Story of Cosmetics” que retrata muito bem essa situação dos interesses capitalistas da indústria cosmética em detrimento da nossa saúde, da inércia governamental quanto a essa situação, e da necessidade de nos sairmos desse círculo vicioso, que nos coloca como cobaias em um experimento maléfico.

É isso galera! Muitas pessoas podem achar besteira tudo isso, a escolha fica a critério de cada um, eu prefiro não pagar pra ver. Se eu posso usar algo natural ou com menos químicas nocivas, com os mesmos efeitos, por que não trocar né? ;) 


                                                                                                                 

                                                                                                                        Bjs   

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